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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Alguns dos melhores filmes que vi em 2010

Sem ordem de preferência:

Ervas Daninhas

À Prova de Morte

Um Homem Sério

Tudo Pode Dar Certo

Ilha do Medo

Vício Frenético

A Estrada

Ponyo – Uma amizade que veio do mar

O Escritor Fantasma

Como treinar o seu dragão

Férias Frustradas de Verão

Toy Story 3

A Rede Social


sexta-feira, 12 de março de 2010

Highsmith-Dickinson-Skylab



A escritora americana Patricia Highsmith (1921-1995), criadora da série de romances policiais do personagem Ripley, em foto dos anos 40.



Existe um árido prazer
Que da alegria difere
Como o gelo, do rocio -
Embora o mesmo elemento sejam.

Para a flor, o orvalho é festa,
e a geada é desprazer -
O mais fino mel congelado
Não tem valor para a abelha.

(Emily Dickinson, in Poemas escolhidos, 2008, L&PM)



Rogério Skylab canta "La mer", este segundo hino francês, de Charles Trénet.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Melhores de 2009 (III)

E, encerrando a postagem das listas de melhores do ano, seguem as sete obras-primas do cinema que me encantaram em 2009.

1 – Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder
2 – Ran, de Akira Kurosawa
3 – Os Incompreendidos, de François Truffaut
4 – Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rosellini
5 – Morte em Veneza, de Luchino Visconti
6 – Meu Ódio Será Sua Herança, de Sam Peckinpah
7 – Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho

Seis narrativas e uma espécie de “estudo” sobre a narrativa e a arte da representação (Jogo de Cena) que merecem ser vistos. Sete excelentes maneiras de se “perder tempo”.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Melhores de 2009 (II)

E dando seqüência às minhas listas de melhores de 2009, aqui vão os livros mais interessantes que li no ano passado.

Os títulos estão em ordem de preferência:

1 – A Sibila, Agustina Bessa-Luís
2 – Austerlitz, W. G. Sebald
3 – As Virgens Suicidas, Jeffrey Eugenides
4 – Notas do Subsolo, Fiodor Dostoiévski
5 – Juventude, J. M. Coetzee
6 – Diário de Um Velho Louco, Junichiro Tanizaki
7 – Histórias de Cronópios e de Famas, Julio Cortázar
8 – Bartleby e Companhia, Enrique Vila-Matas
9 – Fun Home, Alison Bechdel
10 – eXato acidente, Tony Monti
11 – Um Esporte e Um Passatempo, James Salter
12 – A Viagem do Elefante, José Saramago
13 – Indignação, Philip Roth
14 – Longe da Água, Michel Laub
15 – A Louca da Casa, Rosa Montero
16 – O Lugar Escuro, Heloísa Seixas

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Coisas que aprendemos andando de ônibus - Divagações

Não sei como é na sua cidade, mas aqui em Guaratinguetá cerca de 90% por cento da frota de ônibus possui televisão de bordo. E eu sou a favor da pena capital pro sujeito que teve essa idéia brilhante. Porque é simplesmente um suplício viajar com o som e as imagens atordoantes exibidas numa tela fixada no alto da parede que separa o banco do motorista do primeiro assento de passageiros. Se o volume fosse um pouco mais baixo e não ameaçasse gravemente meu sistema auditivo, talvez eu não me incomodasse tanto, e quem sabe até recebesse melhor as informações veiculadas ao longo da programação gerada especificamente para a empresa de transporte urbano que atua na cidade desde que eu me conheço por gente.

Hoje, por exemplo, o “canal do ônibus” informou que porções excessivas de chocolate podem ser fatais aos cachorros, pois que o chocolate possui uma substância (não me perguntem qual) nociva ao melhor amigo do homem. Os filhotes são os menos resistentes a essa substância, portanto devem ser totalmente privados do consumo de chocolate. No máximo, e se o dono achar mesmo necessário que seu cão desfrute vez ou outra desse doce tão popular entre os humanos, é tolerável um bombom dos pequenos, de menos de 50 gramas.

Outro fato de que tomei conhecimento foi que o governo pretende ampliar a fiscalização nos sítios em que se produz açaí. O motivo é o combate à contaminação da fruta pelo mosquito transmissor da doença de Chagas, para a qual ainda não existe cura. A doença de Chagas, como vocês devem saber, conduz a pessoa à morte em questão de anos e de maneira tenebrosa. O coração do doente incha de modo irreparável, e não há outra solução senão o transplante. Eu, que há coisa de dois anos sou um consumidor regular de açaí na tigela, fiquei assustadíssimo por saber que durante todo esse tempo estive exposto a tal perigo, e, na condição de hipocondríaco inveterado, já cogito suprimir essa (deliciosa) sobremesa da minha dieta, assim como fiz com o caldo-de-cana depois que foram noticiados casos de mortes de pessoas que beberam garapa de cana contaminada.

Definitivamente, o mundo não é um bom lugar.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Gabo é fã de Nelson Ned

Esta semana o Jornal da Globo exibiu duas reportagens sobre a aposentadoria de Gabriel Garcia Márquez. A primeira foi ao ar na quarta-feira e se restringiu a uma notinha sobre o fato de o célebre escritor colombiano, autor de clássicos como Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera, ter feito saber ao mundo, por meio de um agente, que deixará de escrever. A segunda - espécie de mea-culpa em relação à primeira, uma reportagem pobre demais até para os padrões televisivos - foi exibida na quinta, e contou com um breve perfil de Gabo, como ele é conhecido entre os amigos, além de exaltar o prêmio Nobel recebido por ele em 1982. Embora um pouco mais elaborada que a primeira, esta última matéria não conseguiu desfazer a impressão de que a notícia era irrelevante – não obstante a popularidade do escritor.

A meu ver, a única informação realmente importante dada pelo telejornal foi que Garcia Márquez, também conhecido por seus gostos exóticos (sic), é fã de carteirinha do cantor brasileiro Nelson Ned. Taí, gostei. Eu não sabia. Não sou fã de Garcia Márquez nem de Nelson Ned, embora admire alguns livros do primeiro e respeite a trajetória do segundo. E meu respeito por Nelson Ned advém do fato de ele ser um homem que venceu exclusivamente pelo talento. Ou alguém acha que o cara é só um rostinho bonito? Nós, os feios, os desajustados, os desempregados, os misantropos, os ansiosos crônicos, os escritores não publicados, cineastas sem filmes, pintores sem tela, os amantes do inútil, enfim, toda essa fauna de marginais e marginalizados, regozijamos quando uma criatura da nossa estirpe vence pelo talento. Nós temos orgasmos múltiplos. (Eu tenho!)

Por exemplo, quando vejo um ator / atriz (ou qualquer outro artista) fazer sucesso única e exclusivamente em razão da sua capacidade, fico felicíssimo. Significa que a pessoa chegou lá por suas qualidades realmente importantes. Não foi porque era linda, ou porque pertencia a uma classe de privilegiados qualquer, mas porque seu talento era indiscutível. Há inúmeros exemplos de gente assim. Vou citar um: Woody Allen. Goste-se ou não da obra dele, há que se reconhecer que ele se tornou um artista mundialmente respeitado por ser multitalentoso. Aliás, o tipo esquisitão que o diretor criou no cinema pode ser considerado uma figura icônica do mundo freak. Desde que seu personagem desajustado porém safo surgiu (salvo engano) no filme Bananas (1971), nós acompanhamos, filme após filme, suas desventuras e o modo como, ao final, ele sempre se dá bem. Basta listar a quantidade de mulheres lindas e inteligentes que foram suas amantes. De passagem, listo Mia Farrow, Diane Keaton, Julia Roberts, Mira Sorvino, Charlize Theron, entre outras. E o mais interessante é que, para se dar bem, por assim dizer, o tipo atrapalhado de Woody Allen nunca faz concessões: segue fiel a seu estilo, e cativa as mulheres por isso.

No filme Fatal (2008), baseado no romance O Animal Agonizante, de Philip Roth, a certa altura o personagem principal, um professor universitário (Ben Kingsley) na casa dos sessenta que tem um caso com uma aluna trinta anos mais jovem (Penélope Cruz), diz mais ou menos o seguinte: Quando fazemos amor com uma mulher, é como se nos vingássemos da morte. Inspirado nesta frase, eu diria que, quando uma pessoa “fora dos padrões” conquista um lugar de destaque, todos os freaks se vingam da vida.

P.S. - este texto também pode ser lido no ímpar-par americano, bloguinho que criei para publicar alguns comentários, rascunhos de ficções, cartas abertas, mensagens engarrafadas - enfim, nada muito distinto deste sítio; o que os difere é o fato de seus layouts serem diferentes: o ímpar-par, por exemplo, possui fundo branco.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A televisão me deixou burro, muito burro demais

Concordo com quem disse (quem mesmo?) que é mais fácil se sentir sozinho vendo televisão do que lendo um bom livro. Mas, apesar de dispensar pouco tempo à tevê, confesso que gosto muito. Também pudera. Que pessoa nascida a partir dos anos 70 não cresceu vendo televisão? Os brasileiros em geral somos telespectadores assíduos, segundo as mais recentes pesquisas feitas por institutos especializados em futilidade. Parece que a nossa média é de duas a três horas de tevê por dia. Não é pouco. E, no tocante ao tempo de permanência na internet, somos os campeões. Batemos até os americanos, que inventaram o negócio. Orkut? Somos o maior contingente de usuários. Tudo isso apesar de possuirmos um dos mais caros e precários serviços de telefonia / banda larga do mundo.

A maior invenção do século XX (?)

O que tenho visto na tevê? Filmes, basicamente. E telejornais, claro. Vez ou outra assisto a desenhos animados e outros programas infantis com meu irmão caçula. Gostamos do Caillou, do Ben 10, do Pica-pau, do Piggley Winks; do Chapolin, do (clássico) Castelo Rá-Tim-Bum, dos ótimos Cocoricó e Vila Sésamo, Alfie - O Eteimoso... Sem contar as reprises de animações que vemos constantemente; conheço A Era do Gelo 2 como ninguém.

Por que eu não tive essa ideia primeiro?

Ontem revi metade do Boggie Nights, o segundo longa-metragem do Paul Thomas Anderson. Continuo gostando do filme e do estilo de P.T. Anderson. Pena que ele pareça ter abandonado (ao menos temporariamente) a marca que o consagrou, para fazer filmes como "Sangue Negro", que, embora não seja ruim, não tem o mesmo frescor dos seus trabalhos anteriores.

Burt Reinolds está fantástico neste filme

Não sou muito de seriados. Gostava dos Sopranos, gosto (um pouco) do House, e assisti (não muito entusiasmado) aos três primeiros episódios de True Blood, série criada por Alan Ball - o mesmo de A Sete Palmos - sobre o cotidiano de uma cidadezinha na Louisiana em que vampiros e humanos convivem em razoável harmonia.

É ruim mas é bom

Outra série de que gosto, mas que infelizmente não está em exibição no Brasil, é Divisão Criminal (The Closer), que narra o trabalho de um grupo de investigadores de uma delegacia de Los Angeles para desvendar casos de homicídio. O que difere este seriado dos outros de mesmo tema é o fato de o protagonista ser uma mulher, a delegada-chefe Brenda, interpretada pela ótima Kyra Sedgwick, atriz que não pertence ao panteão de estrelas multimilionárias de Hollywood, mas que já provou ser dona de enorme talento.

Eu casava

Quanto aos famigerados reality shows, tento fugir deles. Confesso (meio envergonhado) que assisti às edições anteriores do BBB, mas me acreditem: não vi um só programa da edição atual. Prefiro Troca de Família, que é mais inteligente, simples, e recompensador.

Terças e quintas às 22:45, na Record

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Bolsa Bichano

Contando ninguém acredita. Mas, no interior do Mato Grosso do Sul, um gato recebeu R$20,00 do Bolsa Família durante sete meses.

A notícia é antiga (foi noticiada pela imprensa no dia 24 de janeiro), mas eu só tomei conhecimento do caso ontem, enquanto lia os jornais da semana passada na Biblioteca Pública de Lorena.

A patuscada envolvendo o gato Billy, que, diga-se de passagem, não teve culpa de nada, é inegavelmente engraçada. Porém não há motivo para risos quando pensamos que existem inúmeros beneficiários ilegítimos de um programa que visa a amparar aqueles que vivem abaixo da linha da pobreza ou se equilibrando nela constantemente.

Mais informações aqui.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cabeça a prêmio

Após ter sido bebida e comida pela cantora brasileira Ana Carolina numa canção, a pop star Madonna corre o risco de ter a cabeça decepada por fundamentalistas islâmicos. Isso mesmo. Como você pode conferir clicando aqui, um grupo de fanáticos religiosos pediu, em sua web page, que alguém corte a cabeça da cantora.

O ódio que esses seguidores de Maomé nutrem por Madonna proveria do fato de ela ser praticante da Cabala, religião ligada ao judaísmo, além de ser uma notória defensora de Israel. Segundo o grupo extremista, o comportamento de prostituta e a admiração que Madonna sente por Israel afrontam o povo islâmico.

A loura que se cuide. Essa gente, além de não não ter o menor discernimento para ler as sagradas escrituras, também não possui senso de humor.

Que Alá a proteja!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O melhor de Hollywood


São três os gênios do cinema de animação contemporâneo em Hollywood: John Lasseter, Andrew Stanton e Brad Bird . O primeiro é responsável por nada menos que duas obras-primas seminais: Toy Story e Toy Story 2. O segundo, além de ter dirigido o execelente "Procurando Nemo", é o criador de um dos filmes mais belos e comoventes de 2008 - "Wall-E", sobre o simpático robozinho-gari que cumpre sua solitária sina de compartimentar o lixo numa Terra abandonada pelos humanos. E o terceiro é o ganhador do Oscar de animação do ano passado por "Ratatouille."

Juntos, os três diretores moldaram o moderno cinema de animação. O estúdio para o qual trabalham, o Pixar Animation Studios , tornou-se referência absoluta tanto em matéria de tecnologia como em fabulação para o cinema dito infantil - que, registre-se, de tolo não tem nada. Muito pelo contrário. A maioria das superproduções milionárias criadas por estúdios famosos como Pixar e DreamWorks - criador da série Shrek e principal concorrente da Pixar - é de ótima qualidade, muitas vezes superando em originalidade o cinema hollywoodiano adulto.

A safra de 2008 foi particularmente notável. Além da obra-prima "Wall-E", ganhador do Globo de Ouro e favorito ao Oscar deste ano, foram lançados "Kug-fu Panda" (DreamWorks), e "Bolt-Supercão"(Walt Disney Pictures). Este último, ainda em cartaz no Brasil, narra as aventuras de um cãozinho que protagoniza, juntamente com sua dona, um seriado de ação para a tevê, e acredita realmente possuir os superpoderes do personagem.

Em relação à qualidade artística, por assim dizer, "Wall-E" e "Bolt" superam muito "Kung-fu Panda", mas, pelo menos no Brasil, o longa da DreamWorks sobre o desajeitado urso panda que sonha em se tornar um mestre do kun-fu superou os rivais na bilheteria.


Disputas à parte, os três títulos - que concorrem ao Oscar de Melhor Animação deste ano - são um bom exemplo do que Hollywood nos ofereceu de melhor em 2008.

By the way, meu filme de animação predileto é "O Rei Leão", um clássico.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Lego divino

Passagens da Bíblia ilustradas com Legos:




(Gênesis)



(Êxodus)





(Atos dos Apóstolos)




(David vs Saul)

Mais aqui.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Eles só pensam "naquilo"

Saiu na Folha de S. Paulo de ontem:

Indústria pornô pede ajuda nos EUA

Depois dos bancos e das montadoras, a indústria pornô dos EUA saiu atrás de socorro. Larry Flint, da revista "Hustler", e Joe Francis, criador da série "Girls Gone Wild" (Garotas Selvagens, em português), lideram pedido de ajuda de US$5 bilhões ao setor, dizendo que 'o americano pode viver sem carro, mas não sem sexo.'

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Thundercats, Hooooohhhhhh!


Para os nascidos na década de 80, o vídeo a seguir é um verdadeiro deleite.

Um maluco divulgou no YouTube um falso trailer de um inexistente filme dos Thundercats, a série de animação que contava a história de um grupo de gatos guerreiros que lutavam para defender seu mundo das forças das trevas - em especial do feiticeiro Mumm-Ra, eterno obcecado pelo "Olho de Thundera."



O autor usou cenas dos filmes Troia, Eclipse Mortal e X-Men para criar o trailer, cuja qualidade surpreende e faz até pensar num filme verdadeiro sobre os felinos que habitavam na Toca dos Gatos.